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 A evolução da forma de como se ouve com o implante...

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claudia costa



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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Jul 02, 2010 12:59 pm

Olá Prof. Rosa,

Fico feliz por estares rapidamente a atingires os teus objectivos, auditivos claro...!
Neste momento, posso dizer-te que me ultrapassaste! Boa Rosa!
Não consigo ainda atingir o teu feito, ouvir o toque da mensagem do meu telefone, estando num outro piso!Vamos ver se lá chego...!
Deves continuar a insistir na audição musical, pois desta forma ficas muito mais sensivel para percepcionar os restantes sons do dia a dia.
E, eu terei que seguir-te as pisadas, pois realmente ouvir a música leva-nos a identificar os sons de uma forma mais intensa.
Confesso que não adqueri ainda um mp3, talvez por preguiça e alguma inércia da minha parte, pois penso que já não vou evoluir mais...!
Mas, vejo que como acontece contigo, tantas surpresas boas...!
Bjs e continua assim, cheia de força e sempre optimista.

Cláudia Costa
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Alice
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Jul 02, 2010 8:07 pm

Rosa,

Aplausos, aplausos, aplausos e nunca estas mãos irão alguma vez cansar perante grandes feitios conquistados! Sinto-te que estás a apreciar em pleno os sons que o IC+AP te fornecem, pois ambos complementam-se. Não tenho esta sorte, a de usufruir uma audição bilateral.

Contudo, espero que continues a evoluir pois TU PODES e ÉS CAPAZ, os teus esforços sendo recompensados, é como alcançares as estrelas, e sabes que existem muitas estrelas sonoras pelo caminho afora com tudo que podes explorar diariamente, portanto Rosa como escrevi um dia e torno a repetir:

"O processo de activação não é uma corrida de velocidade mas uma verdadeira maratona de reajustes e terapia auditiva. Aprender ouvir é um acto de coragem, de vontade e um sonho de qualquer indivíduo com deficiência auditiva severa a profunda. Ouvir é interagir com o mundo sonoro. Ouvir é viver e amar."

O que quero dizer é, por muito que desesperes e sintas frustração, recorre aos progressos anteriores para respirares fundo, e encheres de energia nos que ainda está por vir. Temos a vida inteira para ouvir e aprender... a nossa vida é uma constante aprendizagem.

Um beijo!!!
Alice

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A vida tirara-me um sentido, e mais tarde a tecnologia devolveu-ma graciosamente, de braços estendidos perante a possibilidade, bastou escolher e isso é bonito de se ver. Decifrar os sons, no corpo de adulta mas criança ao mesmo tempo. É magia. O deslumbramento de um novo renascer.
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Jul 02, 2010 11:56 pm

Obrigado a todos pelas palavras deixadas aqui...estou mesmo muito feliz.

Esqueci-me de deixar uma nota relativa ao toque da mensagem do telemóvel que referi anteriormente. Ouvi esse toque com o implante coclear (IC) + prótese auditiva (PA). Ouvir só com o IC ou só com a PA ainda é díficil... O IC+PA complementam-se um ao outro elevando o som produzido.
Saliento que o som quer do IC quer da PA são diferentes, assim como o som produzido em simultâneo também é diferente. Em analogia, é como se tivessemos duas cores diferentes uma verde escuro e outra amarela, se juntarmos estas duas cores obtemos um verde alface que é mais suave, mais agradável...Com o IC e PA passa-se o mesmo. No total são três qualidades de sons Neutral , o que acresce um esforço maior para trabalhar cada um deles.
As frases ainda precisam de ser trabalhadas em relação ao tamanho, pois só com o IC ligado dificilmente ouço uma frase completa (com menos de seis palavras) à primeira vez. Agora frases com mais de seis palavras engolo em seco... Lá chegarei... De resto estou a ir muito bem.

Um abraço cheio de força,
Rosa


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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Jul 30, 2010 11:21 am

Olá a todos!

Venho aqui fazer um pequeno relato de como vão as coisas com o IC.
À quatro semanas para cá, tenho sentido um desconforto ao ouvir os sons, foi uma alteração que ocorreu duas semanas após o reajuste. Cada dia que passava sentia os sons cada vez mais estridentes. Por exemplo, é tão irritante ouvir o desfolhar dos livros e se alguém fala mais alto sinto uma dor na zona da antena e fecho os olhos. Até ao teclar no computador, o som incomoda-me imenso, só visto... E agora mal consigo suportar visto que me provoca náuseas. Acho que já ficaram com uma ideia. Aguentei assim durante 4 semanas. Para a semana vou fazer um novo reajuste e de certeza que esse desconforto vai passar.
É sem dúvida que a audição fica mais apurada quando uso o IC e a PA em simultâneo.

Depois dou mais notícias...

Até lá um beijinho para todos,
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Seg Ago 02, 2010 10:44 pm

Viva o Implante Coclear!! Very Happy

Hoje fiz o reajuste, posteriormente fiz um audiograma e fiquei radiante ao saber que atingi 20 a 25 dB com o IC em todas as frequências. Imaginem o quanto estava a ouvir antes de fazer este reajuste em que tudo o que ouvia parecia-me muito alto, até o volume do som do mp4, que achava alto, estava numa posição a menos de metade do que o normal. Era demais!
Agora os sons estão mais confortáveis, até que enfim, pois já não aguentava mais aqueles sons estridentes.
Tenho de trabalhar mais a percepção das frases...

Agora é sempre a melhorar...

Um abraço de coração,
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Qua Ago 11, 2010 2:30 pm

Viva pessoal!

Os sons estridentes voltaram a perturbar-me!!!!!! Mas não tanto como da última vez.
Mas parece que desta vez fico muito cansada depois de ouvir alguma coisa com o IC + PA, fico com um peso na cabeça e com os olhos cansados. Porque será? Nunca me senti assim.
Esta semana, houve uma noite quente com o céu estrelado em que se ouvia um lindo concerto de grilos (escutava com o IC + PA), experimentei desligar a prótese e tentei ouvir os grilos com o IC. O que aconteceu foi que com o IC não ouvia os grilos a cantar, fiquei admirada com isto, pois o canto dos grilos é um som agudo e forte. Será que algum eléctrodo do IC foi desactivado? Ou será que o meu cérebro não reconhece este som? Não pode ser...

Brevemente darei mais notícias aqui...
Até lá,

Boas férias!
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sab Ago 21, 2010 9:46 am

Rosa,

3 semanas de fora, em férias, chego e leio dois textos teus, UAU, que PROGRESSO dos 30 decibéis para os 20-25 decibéis!!! Literalmente uma chapada na cara para algumas pessoas, fico imensamente feliz por em tão pouco tempo conquistares este patamar.

Sinceramente, quanto aos sons estridentes, não te sei dizer com exactidão este desconforto, pois não tenho ou tive isso em algum momento como implantada, nem depois de 3 anos de uso com o IC. Acho que deverias alastrar a busca para saber o motivo disso, por exemplo com a terapeuta ou com outro técnico que entenda programação, lembrei-me agora da Eulalia Juan enviando e-mail e tenho certeza que há-de te responder. Que tal?! Vai pensando nisso.

Acho bizarro não ouvires o canto dos grilos de tão agudo e cintilante é com o IC, pois o meu pensamento seria, se atingiste os 20-25 decibéis supostamente deverias ouvir qualquer coisa, ou então a memória auditiva não está ainda plenamente formada. Seria bom que os outros implantados inscritos neste Fórum pudessem manifestar-se, todavia é compreensível que ninguém reage devido à época balnear (férias).

Rosa, nestas semanas de férias estive rodeada de árvores, na hora do anoitecer com o céu a desnudar-se no alaranjado do pôr-do-sol escutei de repente o canto das cigarras, entretanto não sabia distinguir qual a intensidade de volume do som produzido na hora do acasalamento... e assim questionei ao amor da minha vida, oscilava-se no medio. Fiquei delirante com este fascínio, a de escutar a natureza em todo o seu esplendor, estivemos cerca de 2h a ouvir continuamente. De seguida rumamos para a aldeia, e novamente era a vez dos grilos cantarolar, o som é ainda mais suave que o das cigarras. Juro, quase chorei de emoção, com a lágrima no canto dos olhos... é por isso que o Implante Coclear vale a pena, põe-nos em contacto com o mundo, e nós pertencemos definitivamente no mundo dos sons formando a nossa essência. Por isso, é uma benção!

Estou ansiosa por saber em que nível estou na percepção, uma vez que o meu último audiograma foi em Fevereiro de 2008, depois disso nunca mais fiz e acho estranho a demora, não deveria ser realizado depois de novos reajustes? Confesso que ando um pouco decepcionada com a situação.... já passou 2 anos.

Vamos conversando.

Beijos!
Alice

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MensagemAssunto: IC em parceria com PA   Dom Ago 22, 2010 10:10 am

Olá Rosa, Very Happy

Não a conheço pessoalmente e pelo que li, a Rosa usa PA (retro-auricular) para além do IC. Eu também sou utilizador de ambos os recursos electronicamente auditivos (PA e IC) e falando pela minha experiência pessoal, sou apologista do recurso a essa aplicação híbrida, desde que se consiga optimizar algum ganho auditivo (através da PA), apesar de (indubitavelmente) ser bastante inferior ao do IC. Na minha linguagem de senso comum a PA funciona como uma mais-valia em “parceria” com o IC e creio eu que a PA permite “exercitar” o(s) resíduo(s) auditivos (no meu caso, lado direito, trabalhados e treinados com a devida terapia, entre a infância e adolescência) que felizmente ainda possuo e ao mesmo tempo contribuir com um minímo de equilíbrio para o “cérebro auditivo”, juntamente com o IC . Referi a expressão empírica “cérebro auditivo”, que para mim significa ouvir e tentando perceber, "decifrando" a comunicação verbal, sem recurso a leitura labial (e nesta última situação, no meu dialecto, designo de “olho auditivo”).
Realmente o que escrevi atrás carece de uma breve explicação que elucidará minimamente o meu caso, pois cada caso é um caso com as suas nuances, e que nuances!!! … E o EXCELSO Fórum é um vivo e verdadeiro painel dessas nuances, no contexto de dificuldades auditivas e reabilitação.
Voltando a mim: sou surdo pré-linguístico (comecei a adquirir a linguagem verbal a partir dos 4/5 anos, em 1969/70, com aulas individuais de fonética, que era como se designava na altura) e ao longo de 3 décadas tive como suporte principal a leitura labial coadjuvada por prótese(s) retro-auriculare(s). Pus no plural em parênteses porque só a partir dos 12 anos de idade é que passei a usar Bilateral, e este duplo apoio auditivo manteve-se até Dezembro de 2006, altura em que fui implantado, com a idade de 42 anos.
Esta descrição do meu caso, apesar de abreviada, deve-se a eu ser “originalmente” surdo com o grau de severo a profundo. Penso que haveria algo mais a dizer sobre os benefícios auditivos que passei a usufruir com o IC, mas esses estão descritos pela minha pena (oooppps, teclas) nuns pequenos textos (que já devem ter teias de aranha lol! ) expostos no fórum.

Um abraço sonoramente eléctrico,
Paulo Jorge
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Qui Out 28, 2010 10:31 am

Olá, meus amigos cocleares!

Já passou mais de dois meses sem vir aqui escrever. Devem ter pensado"Mas o que se passa com a Rosa?"
Bem, o meu ouvido implantado ainda está na fase da adaptação pelo qual já fiz um reajuste no dia 6 de Outubro e agora nem um mês fez já estou a precisar de um novo reajuste visto os sons estarem insuportáveis e daí ter de diminuir o volume e a sensibilidade do IC. Isto parece-me normal uma vez que o ouvido em consonância com o cérebro ainda não atingiu a estabilidade.
Em termos de discriminação, continuo a fazer terapia todos os dias pelo menos durante 3h, para melhorar o reconhecimento dos sons fraseados. Os sons nasais e fechados são um problema que espero vir superar.

Bem, hoje não escrevi grande coisa mas é melhor que nada.
Um abraço
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Dez 03, 2010 10:26 am

Olá, pessoal!

O frio intenso e outros problemas, fizeram-me esquecer o meu aniversário de activação do implante coclear que foi no dia 26 de Novembro pale Mas não há crise!
Olhando para trás, à um ano, as coisas mudaram.

Nas primeiras semanas após a activação do implante coclear, os sons eram imperceptíveis. Com o treino auditivo e reajustes feitos ao longo deste ano, fui capaz de conseguir discriminar muitos sons com o IC. Mas ainda tenho um trabalho árduo pela frente para conseguir atingir 70% de discriminação com o IC, mais do que a prótese auditiva. Seria óptimo se conseguisse mais do isto, mas tenho de ser realista… Neste momento só discrimino em média entre 35% a 40% com o IC, dependendo do contexto e das condições acústicas, o que já é alguma coisa que alcancei.

A minha grande preocupação neste momento é ouvir em ambientes com ruído de fundo, ou numa situação de uma conversa em grupo em que a discriminação deduz-se para metade ou quase é nula. Para superar esta grande dificuldade, exige de mim muito, muito treino auditivo nestas situações. Esta tarefa é muito difícil e demorada, mas necessária para o desempenho da minha actividade profissional. Durante este trabalho, muitas das vezes, desanimo-me quando não obtenho os resultados e repito, constantemente, esta frase: “Não desistas! Não desistas, pois se desistires é que não vais conseguir mesmo nada!” e assim levanto a minha cabeça para continuar o trabalho.
Com o IC, ainda ouço sons muito abafados que mal se percebem. O que me espanta mais é o facto de trocar o “r” pelo “l” em palavras como pára/pala, pêra/pela ouvidas somente com o IC, o que acho que não é normal visto que são muitos diferentes. E faço muitas outras trocas que não fazem sentido, por isso penso que estou a precisar de fazer um reajuste.
Com a prótese auditiva e implante coclear, troco as letras m/n; p/t; p/k; b/g; b/d e outros fonemas el/eu; al/au; il/iu, etc.
E é assim que as coisas decorrem…

Um abraço muito apertadinho, santa
Até sempre
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Ter Dez 21, 2010 12:39 am

Olá a todos!

Finalmente apareci aqui para escrever alguma coisinha de como isto vai!
Na sexta-feira passada fiz o reajuste do IC e posteriromente fiz o audiograma tonal e vocal.
O Audiograma tonal mostrou que atingi em média 27dB só com o IC e o audiograma vocal revelou uma discriminação de 60%, resultado que duplicou comparado com aquele que fiz em Abril em que a discriminação era de 30%. Foi um salto no tempo! UAAAUUU
Mas a qualidade de som ainda não é boa, pois os sons não são nítidos. Penso que com o tempo lá chegarei. Continuo com a terapia, para melhorar certos pormenores com PA+IC, mas vou abrandar.
Quero anunciar que regressei ao serviço e confesso que não vai ser pêra doce! Já encontrei obstáculos à minha audição como por exemplo, a sala onde vou leccionar, em termos acústicos, é péssima, faz muito ecooooo! Já falei na escola e não vão conseguir mudar isso, pois as minhas aulas são no laboratório e não há salas de vago! Foi uma desilusão! Agora paciência, tenho de aguentar! Para o próximo ano lectivo vou repensar na minha vida profissional... Não vou inundar-me com estes pensamentos, à que ser optimista!

Quero desejar um Bom Natal a todos! santa
Um abraço coclear!
Rosa
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João Romano



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MensagemAssunto: NUCLEUS FREEDOM VERSUS NUCLEUS 5   Qua Fev 02, 2011 11:33 am

Tenho o FREEDOM e experiemntei o 5. logo:

NUCLEUS FREEDOM VERSUS NUCLEUS 5
Melhorias do NUCLEUS 5
•Melhor descriminação dos sons em geral.
•Selecção das frequências que não correspondem à voz humana, esbatendo-as em qualquer contexto e em qualquer dos 4 programas.
•Miniaturização do aparelho.
•Modo de indução magnética muito bom no modo de automático.
•Muito menos interferências electromagnéticas no modo T.
•Muito melhor compatibilidade com telemóveis de menor qualidade no que respeita a indução de correntes parasitas.
•Entrada em modo de stand by automático.
•Ligação do corpo das pilhas ao processador, em metal (Tive problemas com o FREEDOM cuja ligação é de plástico).
Apreciação dos 4 Programas
•Programa 1 – Quotidiano – Bom mesmo com algum ruído.
•Programa 2 – Ruído – Muito bom, mesmo em ambientes muito ruidosos por realçar a voz humana. Permite falar ao telemóvel mesmo por exemplo no metro.
•Programa 3 – Não notei diferenças significativas quando comparado com o programa 1.
•Programa 4 – O som da música é um som plano que permite captar todos os timbres dos diferentes instrumentos mas que por isso mesmo sofre pelo facto de captar muitas reverberações. Será bom em ambientes com muito boa acústica.

Desvantagens do NUCLEUS 5 em relação ao FREEDOM
•Preço (porque tenho um FREEDOM e terei de pagar um NUCLEUS 5)
•Pior ergonomia (entenda-se: no meu caso em que tenho muito espaço entre a orelha e a cabeça.
•Pior manuseamento dos botões no caso de não se usar o comando por ser miniaturizado em relação ao FREEDOM.
•Muito difícil de colocar a ficha dos auscultadores devido à exiguidade do espaço onde está a respectiva tomada (no FREEDOM a tampa da tomada é mesmo muito má).
•O NUCLEUS 5 gasta mais pilhas que o FREEDOM.
•O NUCLEUS 5 necessita do telecomando para se usufruir por completo e isso significa mais um objecto a que tenho de dar atenção e de transportar.
•O Nucleus 5 tem menos comandos no próprio aparelho que foram transferidos para o comando.
Valor relativo dos dois aparelhos numa escala de 1 a 10 em relação ao ouvido humano:
•NUCLEUS FREEDOM – 6 valores
•NUCLEUS 5 – 7 Valores
Porque vou comprar um NUCLEUS 5
•Melhor descriminação em ambientes extremos (ruído e potência sonora)
•Melhor descriminação ao telefone fixo
•Muito melhor descriminação ao telemóvel mesmo em ambientes ruidosos
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Qua Fev 02, 2011 11:44 am

Caro membro João,

Foi muito bom ver esta experiência usual dos dois processadores distintos, o Nucleus5 tem sido badalado aqui entre nós - já sabia das características do Nucleus5, infelizmente em termos de duração das pilhas deixa muito que desejar. A norma, é qualquer vindoura tecnologia ter mais durabilidade em relação aos anteriores processadores, uma vez que as nossas vidas são bastantes activas.

Contudo, porque não faz uma apresentação sobre si no Tópico das apresentações de forma todos nós, os membros implantados, candidatos e pais de crianças conhecerem o seu caso, nasceu com deficiência? Ensurdeceu? Antes de tudo bem vindo a este espaço.

Um abraço
Alice

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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Dom Maio 15, 2011 1:47 pm

Olá a todos!

Resolvi vir aqui fazer um ponto de situação em relação à minha audição.
Depois de tantos reajustes feitos ao IC, o último reajuste (feito em 27/04/2011) foi completamente diferente, foi mais preciso, mais rigoroso.
Este reajuste que fiz, notei melhorias nas primeiras duas semanas em termos de discriminação, mas depois de passar essas duas semanas verifiquei que o meu cérebro não aceita ouvir sons misturados e altos a parecerem mais estridentes. E agora quando me exponho aos ambientes barulhentos, é sufocante mesmo que o IC esteja no programa para ambientes com ruído. Ao final do dia sinto um mal estar associado à exposição de ambientes barulhentos na escola.
Sabem em que penso? A única solução para resolver este problema é desistir de trabalhar na escola, mas não tenho coragem de deixar isto pelo qual tanto lutei. Gosto de ensinar os meus alunos, mas estes estão cada vez mais indisciplinados! E agora, o que faço?
Está complicado!
Bem, vamos às boas notícias! Lembram-se do bebé chamado Manuel que foi bi-implantado recentemente? Eu vi essa notícia em vídeo e ouvi a reportagem só com a prótese auditiva, não percebi quase nada do que diziam, pois neste caso só entendo razoavelmente com leitura labial. Depois coloquei o IC, voltei a ouvir novamente a notícia com o IC + prótese auditiva (PA). Espectáculo!!!! A discriminação é muito melhor com os dois aparelhos ligados (IC+PA). O meu marido já nota muito bem essa diferença em mim, já sabe quando estou a ouvir só com a prótese ligada ou se estou a ouvir com IC+PA ambos ligados. Isto, realmente, melhorou significativamente, mas como lido todos os dias com situações muito barulhentas, não me apercebo disso e daí muitas vezes sentir-me frustrada e desanimada quando não percebo, na maioria das vezes, o que as pessoas dizem. Gostaria de desfrutar a minha audição, mas numa situação destas é muito difícil!
Resta-me poupar centenas de euros para comprar o processador Nucleus 5 que é o mais adequado para ambientes barulhentos. Quando? Quando é que o terei?
Assim espero… Vivo um dia de cada vez.

Um abraço e até à próxima,
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Qui Jun 09, 2011 6:25 am

Olá meus amigos!

Ontem fui à Widex receber o Nucleus 5, para o experimentar durante 17 dias!
Vamos lá ver se os resultados são melhores. Assim o espero!
É levezinho e muito elegante!
Se a melhoria for significativa vou ponderar em comprá-lo. A parte pior vai ser os €€€€€€ , isso é que é desencorajador!

Vou dizendo mais alguma coisa, à medida que vou notando diferenças.

Um abraço!
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Seg Jul 04, 2011 11:20 pm

Olá!

Já tirei as minhas dúvidas no que respeita ao Nucleus 5.
Saliento que aquilo que penso do Nucleus 5, não quer dizer que todos vão pensar o mesmo. Existem opiniões diferentes e, por isso, CADA CASO É UM CASO. Relativamente ao Nucleus 5, a qualidade de som é exactamente igual ao Fredoom, mas a discriminação é inferior, facto comprovado em situações reais do meu dia-a-dia e confirmado pela terapeuta. Portanto, não vou investir na compra do Nucleus 5 visto que os resultados não são os melhores. Penso que teria de usar o Nucleus 5 por mais tempo, diria 3 meses, fazer o treino auditivo e no fim comparar os resultados obtidos com os do Fredoom.
Vou aguardar até à nova geração de processadores.

Abraços,
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Jul 08, 2011 7:09 pm

Olá Rosa

Eu também penso como tu. Não vou investir tanto dinheiro agora porque estou satisfeita com este Processador. Que existem algumas dificuldades é verdade, mas também tenho consciência que nunca as vou ultrapassar. Por isso também aguardo pela nova geração.

Beijinhos e boas férias.

Não vou poder ir ao encontro a Tomar, porque tenho de ir buscar o meu filho que vai para um festival internacional de cinema. E agora sou eu para tudo.

Espero que o encontro seja bom.

Fernanda
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Ter Jan 31, 2012 6:17 pm

Olá!

Experimentei o Nucleus5 em Setembro de 2011 durante 3 semanas, e a experiência foi positiva em todos os sentidos! Tive a liberdade de o testar insistentemente em todos os mais variados ambientes e locais ruidosos, abusei e arrisquei até na prática de uma actividade desportiva.

Isto tudo porque literalmente descobri uma pequena rachadura na BTE do meu Processador Nucleus Freedom, um pequeno risco não muito vísivel até colocar as pilhas e agrupar junto ao suporte da BTE - foi um "Aí, meu deus estou tramada!!!" - logo aproveitei para ir à Widex e tirar umas informações inerentes à rachadura, conlusão? Não dá para arranjar, ou seja, se caso a rachadura aumentar e dividir a BTE ao meio teria de comprar um novo suporte da BTE que faz ligação ao processador principal e é uma valente pipa de massa! Foi um choque saber o preço do mesmo.... e por este motivo decidi experimentar o Nucleus5 até à minha última palavra!

Ainda mais, a história não termina aqui. Tive uma surpresa mesmo boa, a minha bobina (antena) avariou-se sem mais e sem menos com uns tiques sonoros aqui e acolá, fazendo um barulho intermitente em que tudo o que ouvia sumia de repente... conclusão: durou bastante tempo! 4 anos! Ou seja, estimei-a bem! Por fim, troquei a bobina principal de cabo curto pela suplente de cabo grande, e como só tenho esta a funcionar resolvi informar-me - uffa graças a deus, é muito mais barato do que inicialmente pensava.

Agora, vamos lá, a minha entrada com o Nucleus5:

Durante a programação do processador Nucleus5, lá ouvi os apitos a dançar no interior da minha cóclea, apitos baixinhos, mas tão baixinhos que até parecia ter fantasmas a sussurrar junto do meu ouvido implantado. Foi impressionante. Não me recordo de ouvir algo assim, apitos ecoados, opacos quase sem som, fiz tanto esforço só para ver se estes beeps não vinham do meu subconsciente auditivo. Uff! Só por aquele bocadinho, fiquei com uma grande dor de cabeça!

Depois dos beeps, o Técnico J.J me activou de volta ao mundo dos barulhos, e a minha primeira impressão sonora desse novo dispositivo foi: admiração! Podia perceber bastante melhor a voz do técnico, se bem que a minha dificuldade com vozes graves é evidentemente o grande problema... e não me lembro se alguma vez escutei a minha voz tão claramente que parecia ter um altifalante junto do ouvido! Fiquei surpreendida. Muito!

O Nucleus5 tem um poderoso telecomando à distância, que poderia levar a qualquer lugar com manuseamento dos 4 programas diferentes: Ruído, Música, Quotidiano e Focal - mais a sensibilidade e o volume sem retirar o processador de fala como o faço com o Nucleus Freedom, que é um bocado chato a andar retirar e pôr sempre que preciso de diminuir o volume/sensibilidade de acordo com as minhas necessidades e conforto.

No final, acompanhada por dois amigos fomos embora para apanhar o metro... foi no mínimo uma sensação incrível quando sai pela porta fora do edifício, não ouvia aqueles tais barulhos irritantes do trânsito na hora de ponta do almoço, onde estão os sons??! Estavam de tal modo baixos, mas ouvia à distância e simplesmente estes ruídos estariam filtrados... podia ouvir a conversa dos dois, da C e do B na boa enquanto caminhava sem o grande alarido do trânsito, mesmo quando os carros passavam por nós. SURPREENDIDA!

O telemóvel tocara, era a minha mãe, e lá atendi para uma deliciosa mas curta conversa de 2 minutos com absoluta discriminação auditiva de cada detalhe, não foi necessário aclopar o cabo ao IC como fazia com o Nucleus Freedom, não precisei de activar o Bluethoot do Anel Magnético até porque não o tinha comigo. Encostei junto do ouvido e mais uma vez SURPREENDIDA!

Pela tarde, fui dar uma volta com a minha amiga de quatro patas, não me lembro de as pessoas falarem tão alto e ouvir a uns 70 metros de distância ou é impressão minha de que estou a ouvir melhor? SURPREENDIDA

Isto tudo no primeiro dia de uso do Nucleus5.

_________________
A vida tirara-me um sentido, e mais tarde a tecnologia devolveu-ma graciosamente, de braços estendidos perante a possibilidade, bastou escolher e isso é bonito de se ver. Decifrar os sons, no corpo de adulta mas criança ao mesmo tempo. É magia. O deslumbramento de um novo renascer.
National Geographic Portugal.

Surda Profunda desde 18 meses de causa não determinada.
Implantada no Hospital dos Covões - Coimbra.
Dr.Fernando Rodrigues
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Dom Jul 29, 2012 7:21 pm

Olá Rosa.

Os teus testemunhos são fantásticos. Gostaria de saber, na tua audiometria, quais as frequências (125, 250, 500, 1k, 2k, 4k, 8k) a Rosa teve resposta nos dB antes do IC e sem PA?

Porque há relatos de quem viveu durante 4 décadas no silêncio absoluto apenas com uma única resposta na frequência de 500 Hz em 120 dB e nenhuma resposta nas restantes frequências. Fez o IC mas manteve inicialmente os elétrodos 1, 2 e 3 desligados e depois de vários reajustes já anda com os 22 ligados com respostas positivas em todas as frequências com valor médio 28 dB na audiometria.

Eu tenho respostas nas frequências 250 (100 dB), 500 (105 dB), 1k (115), 2k (120), 4k (NR), e mesmo assim não sou candidato ao IC. Não compreendo. Sad

Obrigado por partilhar.
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sex Ago 03, 2012 11:38 pm

Olá Luís!

Obrigada pelo elogio.

Relativamente ao exame audiométrico do ouvido, antes de colocar o IC, a resposta obtida foi:
125 Hz (80dB); 250 Hz (95dB); 500 Hz (105 dB) ; 1kHz (120 dB); 2kHz (115 dB); 4kHz (115 dB) e 8kHz (95 dB).

Com o IC consigo obter em média de 27 dB em todas as frequências o que é muito bom. A discriminação verbal em campo livre foi de 80% para uma intensidade sonora de 50dB.

Cumprimentos,
Rosa Pinto
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sab Ago 04, 2012 1:12 am

Rosa,

Ena! As tuas frequências são um "Straight flush"! Mas todos os 7 pontos marcados estão traçadinhos entre si ou isolados? Em que hospital foste implantada?

Eu tenho 3 ou 4 pontos traçadinhos entre si e pelo que tenho lido, isto satisfaz os critérios para um mínimo de 500hz e máximo de 2k, comprimento suficiente para que os elétrodos se alojem em torno do modíolo a fim de fazer contacto com as células ciliadas. Eu também tenho uma boa discriminação verbal em torno de 80% e mesmo assim continuo à luta por um implante!

Cumprimentos.
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Qui Ago 09, 2012 11:54 am

Olá, Luís!

Eu fui implantada num hospital privado CASA DA BOAVISTA, mas o otorrino que me operou tem uma clínica no Porto, Clínica Dr. Eurico de Almeida.

Quantos aos 7 pontos marcados não percebi bem o que me queria dizer. Vejo que está bem informado acerca do implante coclear. Seria uma honra para nós partilhar essa informação mais detalhada da qual os médicos não transmitem ao paciente.

Aviso que o som devolvido pelo implante coclear não é o mesmo que uma prótese, parece-se mais com um rádio. E porque é que não arrisco colocar o IC no melhor ouvido? Precisamente por causa disto, o som é diferente e só coloco o IC no melhor ouvido quando já não conseguir discriminar razoavelmente com a prótese auditiva. Para já uso IC no pior ouvido e a prótese auditiva no melhor ouvido. Com IC+PA tenho um ganho maior do que se fosse só com PA. A discriminação actual é à volta de 80% e antes era entre 50 a 60% associado ao melhor ouvido.


Cumprimentos,
Rosa
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sab Ago 11, 2012 1:22 am

Olá Rosa!

Desculpa o desfasamento na interpretação sobre os pontos. Os 7 pontos que falei são as sete frequências apresentadas na audiometria. Tenho seis ou sete marcadas no gráfico mas é nas 4 frequências (250hz, 500hz, 1khz e 2khz) que estão juntamente traçadas entre si mais importam porque são frequências que consigo ouvir sem erros de 250hz até 500hz e desta até 1khz e ainda até 2khz enquanto nas outras frequências marcadas de forma isolada (bolinha ou cruz conforme o lado do ouvido), são consideradas imprecisas por haver hiatos entre elas. Por isto o espaço onde se encontram esses 4 pontos juntos é onde terei melhores resultados se os elétrodos forem alojados precisamente nesse comprimento da cóclea por forma a fazer contacto com as melhores células ciliadas. Por esta razão, as frequências 500hz e 2khz deve responder positivamente a um dos critérios para a candidatura ao implante coclear.
Curiosamente, notei que alguns implantados provenientes do Brasil (onde a burocracia neste âmbito parece ser bem menor do que cá) tiveram poucas ou nenhumas frequências agrupadas conforme postei anteriormente, um deles teve uma única resposta em 500hz aos 120dB sem prótese, duas respostas em 500hz aos 75dB e 1khz aos 65dB com prótese e depois obteve respostas em todas as frequências com o valor médio 27dB com o IC. Mas se repararmos detalhadamente nas suas respostas com o IC em cada frequência, ele tem 250 (30dB), 500 (30dB), 1k (25dB), 2k (25dB), 4k (20dB) e 8k (40dB), sendo este último de 8k indica que não consegue discriminar 100% ao telefone porque as consoantes F, S, T e H estão precisamente entre 4k e 8k, aos 25 a 30dB respetivamente. Há quem diz que consegue ouvir muita coisa mas no telefone nem sempre bem, daí existirem médicos que ficam duvidosos ou divididos quando confrontados com a popular questão do paciente "-Doutor, vou poder falar e ouvir bem ao telefone com o implante?"
A Rosa diz ter alguma dificuldade na discriminação penso que o facto de, para além da memória e prática, está também a forma como os elétrodos estão em contacto no interior da coclea. Porque dos implantados que tenho visto por aí dizem conseguir ouvir mas no telefone nem sempre 100% e não percebo porquê é que o IC apenas só é permitido para surdos profundos e não moderados ou severos tendo em conta que por este nível ter-se-ia melhores resultados na discriminação ao telefone se bemque a coclea teria poucos ou nenhuns hiatos nas frequências.
O futuro do implante coclear será de criar uma teia de eléctrodos por forma a alojar melhor nas paredes do modíolo em vez do atual "cabo" que é simplesmente enfiado e se enrola por si mesmo no interior da cóclea.

Relativamente à escolha do ouvido, por acaso cheguei a ter essa dúvida se fosse implantado, de qual ouvido quereria pôr o implante. A audiometria nos meus dois ouvidos mostra um gráfico quase igual à exceção de uma pequena diferença de 5dB a 10dB a mais no direito só em 500hz, ou seja, ouço um pouquinho melhor no esquerdo se concentrado embora com a prótese em ambos os ouvidos não noto esse pormenor. Cheguei a fazer a questão ao Divalde em Caldas da Rainha porque motivo foi o IC colocado nesse lado do ouvido, e ele - sendo uma pessoa mais engraçada e calorosa do que tecnica - disse ter sido apenas a sua escolha. Mas comparado consigo, ainda que não conheça totalmente a audiometria nos dois ouvidos, acho que a Rosa tem uma diferença bem dilatada no melhor ouvido e por isto preferiu colocar o implante no pior ouvido por sentir-se segura e por forma a compensar a forte perda desse lado do ouvido e usar a prótese no melhor ouvido para conseguir interpretar melhor. Eu diria que a Rosa fez uma boa escolha e imagino também a sua vontade em colocar outro implante no melhor ouvido. Dizem por aí que com dois implantes em ambos os ouvidos, a resposta média poderá chegar entre 5 a 10dB, nível suficiente para entender todas as letras do alfabeto.

Outro facto curioso entre os nossos pontos na audiometria, os sete pontos que a Rosa tem formam uma suave curvatura virada para cima (em forma de U), enquanto no meu caso essa curvatura está invertida para baixo. Fico com a noção que mesmo com o implante vou conseguir ouvir muita coisa mas não discriminar 100% ao telefone e acho que colocaria o implante no meu melhor ouvido.

Cumprimentos.
Luís.


Última edição por LuisCardoso em Sab Ago 18, 2012 11:23 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   Sab Ago 11, 2012 1:48 am

Aproveito este momento para lançar uma curiosidade ao João Romano e à Alice relativamente à comparação do Nucleus 5 e Freedom. Dizem que o Nucleus 5 gasta mais pilhas que o Freedom, mas não será por ventura o facto de, inicialmente e logo após o implante, gastar mais energia por o processador de som emitir sinais eletricos mais intensos ns decibeis elevados por forma a estimular e tornar as células ciliadas mais ativas? Porque a Rosa diz que fez vários reajustes com o tempo e passou do nível profundo para leve, será que a intensidade dos sinais elétricos emitidos pelo processador não tem influência em determinados decibeis? E desligar o bluetooth sobre o comando durante os momentos desnecessários, não poupará também energia?

Cumprimentos,
Luis.
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MensagemAssunto: A diferença do tempo de duração não tem importância.   Seg Ago 13, 2012 2:36 pm

LuisCardoso escreveu:
Aproveito este momento para lançar uma curiosidade ao João Romano e à Alice relativamente à comparação do Nucleus 5 e Freedom. Dizem que o Nucleus 5 gasta mais pilhas que o Freedom, mas não será por ventura o facto de, inicialmente e logo após o implante, gastar mais energia por o processador de som emitir sinais eletricos mais intensos ns decibeis elevados por forma a estimular e tornar as células ciliadas mais ativas? Porque a Rosa diz que fez vários reajustes com o tempo e passou do nível profundo para leve, será que a intensidade dos sinais elétricos emitidos pelo processador não tem influência em determinados decibeis? E desligar o bluetooth sobre o comando durante os momentos desnecessários, não poupará também energia?

Cumprimentos,
Luis.

De facto, a duração depende da natureza do estímulo necessário à perceção do som. Porém, a melhoria da compreensão dos sons com o nucleus, no meu caso, justifica plenamente o dinheiro gasto com a minha nova orelha (nucleus). Acresce que eu usava pilhas recarregáveis já com o freedom e comprei recarregáveis para o nucleus. Estas duram em ambientes normais 8 horas porque eu comprei das mais pequenas. Há também a versão de baterias maiores que dão para mais tempo mas são mais visiveis na orelha. Para finalizar, digo que se o ambiente for ruidoso, então as pilhas duram menos.
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MensagemAssunto: Re: A evolução da forma de como se ouve com o implante...   

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A evolução da forma de como se ouve com o implante...
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